Desde as distâncias um silêncio
que me faz calado
a sede da sabedoria
os toques que me abandonam
igual ao tempo
a vontade de tocar em algo
a ausência desse corpo
essa ilusão do silêncio
a mão que desamarra
o deserto usado de água
o silêncio das montanhas
morre
esconde-se em final de dia
a ironia de um grito
dado fora de tempo
essa estrada que atravessa a madrugada
o oculto canto
uma ponte sobre o coração
e um bilhete para o escuro do abismo
Ricardo Costa
Sem comentários:
Enviar um comentário