Não pesa que vivas, ou ames
Em torno do simples atraso
Oh, que alegrias infames
Essas do mero acaso.
Que a sorte nos fez loucos
Desfaz o chão ao olhar
Não ames, então, aos poucos
Fá-lo a multiplicar.
Nos cúmplices e soltos tempos
Deixa rezar a quem o quer
Qual sorte, doces momentos
Do açúcar de viver.
Ricardo Costa
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