Suave na sua nudez,
o acordar do teu sentir
beija os versos que as tristezas
forjam amargamente
faces rosadas num corpo
sozinho.
Dou-te os meus olhares!
Nada sentes
embriagado de sentires
e ferido de saberes,
de um rosto exasperado
procrias um som...
Encontras-me nas feridas
de um passeio,
despido num relance pornográfico!
Dou-te o meu coração!
Aguardas em pé
a conclusão do dia falso,
desejando
entre guardanapos caídos
um sonho,
nu de falsidades,
que possas sentir
num desconforto necessário.
Despe-te na tua suave nudez
e fechas os olhos durante o sono.
Ricardo Costa
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