terça-feira, 10 de agosto de 2010

Suave na sua nudez

Suave na sua nudez,
o acordar do teu sentir
beija os versos que as tristezas
forjam amargamente
faces rosadas num corpo
sozinho.

Dou-te os meus olhares!

Nada sentes
embriagado de sentires
e ferido de saberes,
de um rosto exasperado
procrias um som...
Encontras-me nas feridas
de um passeio,
despido num relance pornográfico!

Dou-te o meu coração!

Aguardas em pé
a conclusão do dia falso,
desejando
entre guardanapos caídos
um sonho,
nu de falsidades,
que possas sentir
num desconforto necessário.

Despe-te na tua suave nudez
e fechas os olhos durante o sono.

Ricardo Costa

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