Diz-me as cores
Que no ar
Perdido de amores
Os desejados odores
Resolvem provar
Desenha a cor
Como transparente
Instigando o seu ardor
Provocando o tremor
Ligeiramente dormente
Escreve no corpo
De forma clara
O sentimento morto
A cor de desconforto
Mas de pureza rara
Pinta nos braços
As cores do teu céu
Em tais enlaços
Riscando os traços
Fazendo-se de réu
Arco-íris desnaturado
Cores em rodopio
Sentimento amado
Coração deslumbrado
Boca que perde o pio
O momento descansa
Coração finca-pé
Nesta brisa mansa
Como um riso de criança
Sempre é mais do que é
São as cores que vislumbras
As cores que dizes
Na altura que te afundas
E entras nas penumbras
De momentos mais felizes
Ricardo Costa
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